01 Aug

Com entrada gratuita, Clodo - A Revelação terá 12 canções interpretadas pela cantora, em sua maioria, por Clodo e pelo convidado especial, Farlley Derze. Com participações do violonista João Ferreira e do  percussionista Pedro Ferreira

Uma celebração cênica, poética e audiovisual, cantada em versos e contada em boa prosa, na batida do coração. Assim foi concebido o espetáculo Clodo - A Revelação , por Sandra Duailibe. Realizado a partir de recursos do FAC, o projeto da cantora sobre a obra do compositor, cantor e instrumentista Clodo Ferreira mereceu pontuação máxima do edital de chamamento. O porquê poderá ser conferido nesta terça (2), às 20h, na Casa Thomas Jefferson da SEP-Sul 706/906 , em apresentação única. A entrada é gratuita.

“Conheci Clodo Ferreira, pessoalmente, há 22 anos. Foi um presente de Deus. A convivência me fez ver nele, além do artista que já admirava, um homem digno, sereno, gentil e genial, que se reinventa a cada estação. Ele merece ser homenageado e o Brasil precisa conhecer mais a fundo o homem que semeia o bem e embeleza nossas vidas com arte. Clodo faz parte da história da música deste país”, afirma Sandra.

Durante o espetáculo, que contará com intérprete em libras, a cantora conduzirá o encontro marcado por muitas surpresas. Da parte musical, serão 12 canções interpretadas por ela, em sua maioria, Clodo e pelo convidado especial, Farlley Derze. As notas extras de afeto e talento serão dadas pela participação do violonista João Ferreira e do percussionista Pedro Ferreira, os maiores orgulhos do pai, Clodo. 

No repertório, “Cada Dia”, “Carece de Explicação”, “Corda de Aço”, “Revelação” e outros sucessos que marcam fases e parcerias importantes de sua trajetória e de tantos intérpretes, a exemplo da própria Sandra.

Mais que um show, Clodo - A Revelação é uma homenagem ao instrumentista e compositor, que, além, da carreira solo, tem canções interpretadas por grandes nomes, como Milton Nascimento, Nara Leão, MPB 4, Ângela Maria, Zizi Possi, Ney Matogrosso, Fafá de Belém, Engenheiros do Hawaii, Wando, Nilson Lima, Salomão di Pádua, Sandra Duailibe e tantos outros. 

A atração começa já no hall do teatro. Momentos da história de Clodo serão revelados em um painel fotográfico e um telão, onde lhe serão dedicados depoimentos. Também haverá exposição de 32 obras feitas a partir da fusão da fotografia e pintura digital - nova faceta artística de Clodo -, além de um espaço para comercialização de livros e produtos fonográficos dos artistas que compõem esse espetáculo.   

“A iniciativa da Sandra me traz alegria. Primeiro: ela já gravou a música Revelação em versões ótimas e é uma cantora expressiva, que enriquece a produção musical com sua energia positiva. Segundo: este reconhecimento muito generoso é também um presente de aniversário, já que completei 71 anos de idade em 30 de julho. Receber tudo isso na cidade onde moro desde os 13 anos é mais uma razão para me sentir bem. Trago lembranças eternas de minha terra natal, mas foi em Brasília que fiz meu trabalho. Ela também resgata canções com meus irmãos e inclui no repertório canções mais recentes, conta a história e apresenta duas produções atuais: as peças visuais e a música instrumental em partitura. Para completar, ainda envolve meus filhos”, declara o homenageado. 

A partir da capital do país, o artista, nascido em Teresina, no Piauí, desenvolveu uma carreira de muitos frutos ao longo de cerca de 56 anos, cantando e compondo só, com os irmãos Clésio e Climério, e também com artistas de renome internacional, como Dominguinhos, Fagner, Evaldo Gouveia e Fausto Nilo. Simultaneamente, tornou-se mestre em comunicação e doutor em História, contribuindo como acadêmico à frente da disciplina Comunicação e Música, na Universidade de Brasília (UnB). Hoje, o talento de Clodo também trilha outros caminhos. E se a música tem sido o principal veio de sua criação, a pintura fotográfica, descoberta durante a pandemia, tornou-se uma de suas paixões. 

“Quando Fagner gravou Cebola cortada , de Petru´cio Maia e Clodo, em 1977, quase furei o disco de tanto ouvir. A música diz ‘Sempre lembrando para a gente que amar nunca faz mal’. Trago essa verdade comigo. Clodo estuda, ensina, toca, canta, compõe e nos mostra, em sua obra, que o amor, quando bem sentido, é o caminho, o encontro, a salvação”, revela Sandra.

Sobre a idealizadora

Sandra Duailibe aterrissou em Brasília em 1982. Foi dentista, empresária do turismo e, em 2005, abraçou o canto como vida e profissão. Elegante, com timbre de voz singular e interpretações emocionantes, é um dos destaques da nossa MPB. Gravou seis álbuns, participou como convidada de outros, lançou um DVD e fez várias apresentações no Brasil e no exterior, entre eles, o show com a Orquestra Filarmônica de Brasília, em comemoração aos 50 anos de Brasília.  

Ao longo de sua carreira, recebeu o Prêmio Grão de Música, Prêmio FAC Brasília 60 anos, foi finalista do Prêmio Profissionais da Música, Top Show e concedeu entrevistas para mídias diversas. Participou de grandes projetos, entre eles o Festival Internacional de Música do Pará, e o show em comemoração aos 80 anos de Roberto Menescal.  

Esteve na França diversas vezes cantando e estudando no Centro Artístico Internacional Roy Hart. Em 2019, lançou o Programa de entrevista Plurarte (Youtube), que já soma 180 entrevistas com artistas do Brasil e do mundo. Em seu canal do youtube.com/sandraduailibe também festejou o aniversário de Brasília com a publicação do podcast “Brasília: 60 anos de música”.

Entre 2021 e 2022, lançou show a partir de seu álbum Do Canto , homenageando compositores paraenses; participou de show da Amazônia Jazz Band, em Belém; de show coletivo, em São Luís; abriu a temporada das Sextas Musicais do CTJ Hall e apresentou show em homenagem às mulheres, acompanhada por Farlley Derze, Marlene Sousa e Maria Maia. Sandra se prepara, agora, para a estreia, em agosto, de um dos projetos mais especiais de sua carreira: Clodo - A Revelação , por Sandra Duailibe. 

Colaboradores do projeto

Para montar uma homenagem à altura da representatividade de Clodo Ferreira, Sandra Duailibe conta com um time de experts de talento reconhecido para além do Distrito Federal. Colaboram com o projeto Darlan Rosa, Evandro Lins, Farlley Derze, Jamile Tormann, João Ferreira, Luiz Carlos Costa, Marcia Duailibe Forte, Marcus Barozzi, Miriam Virna, Monique Neri, Pedro Ferreira, Salomão di Pádua, Tom Serralvo, Walace Martins, bem como as empresas Abèbè Produções, Donna Mídia Comunicação, GRV Música Media e Entretenimento e Orbis Studio.

A Casa Thomas Jefferson e BrasíliaA história da Casa Thomas Jefferson se mistura com a de Brasília. O centro binacional, entidade sem fins lucrativos, foi criado na capital federal para contribuir para o desenvolvimento dos habitantes por meio de experiências singulares em cultura e educação. Idealizada desde a inauguração da cidade por um grupo formado por brasileiros e norte-americanos, iniciou as suas atividades em 1963, modestamente, em salas comerciais na Quadra 510 da W3 Sul e segue fiel ao seu estatuto e compromisso com a sociedade.

Serviço

Clodo- A Revelação , por Sandra Duailibe

Data: terça-feira, 2 de agosto

Horário: 20h

Local: Casa Thomas Jefferson Hall (SEPS 706/906)

Entrada: Ingressos gratuitos poderão ser retirados no local, no dia do evento, a partir das 17h

Capacidade: 208 lugares

Classificação indicativa: Livre 


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