Livro, escultura e exposição celebram a Embaixada da Itália e seu criador, Pier Luigi Nervi


24 Nov

Um dos últimos grandes trabalhos do mestre da engenharia, edifício em Brasília foi inaugurado em 1977 e é visitado por admiradores do Brasil e do mundo todos os anos

Engenheiro italiano mais celebrado do mundo pós-Segunda Guerra Mundial, Pier Luigi Nervi construiu estreita relação com Brasil, onde produziu um de seus últimos trabalhos grandiosos: a Embaixada da Itália em Brasília. Edifício de inestimável valor artístico e arquitetônico inaugurado em 1977, a sede da representação diplomática daquele país e seu criador serão celebrados, no dia 29 de novembro, com o lançamento de um minucioso livro sobre a Embaixada; a entrega de uma escultura de corpo inteiro de Nervi criada pela artista Christina Motta; e uma exposição multimídia online, realizada pela Fundação MAXXI, sobre o engenheiro, suas conexões com o Brasil e o projeto de construção da Embaixada.

O livro

Disponível em formato digital gratuitamente no site da Embaixada da Itália em português, italiano e inglês a partir de 30 de novembro, o livro A Embaixada da Itália em Brasília. Poéticas da arquitetura italiana no Brasil (Editora Brasileira, 2021) visa enriquecer a reconstrução histórica e a memória da Embaixada da Itália em Brasília, com ênfase nas intervenções de design e arte contemporânea, alojadas nos espaços internos, e as páginas que relatam as experiências, o papel pioneiro e as conquistas obtidas pela sede diplomática ao longo de uma década de "recordes verdes" e compromisso ambiental (2011-2021). A embaixada foi a primeira missão diplomática no mundo a receber a certificação “Lixo Zero” do Instituto Lixo Zero Brasil em abril passado.

A publicação também oferece um rico estudo dos arquitetos, historiadores e professores de arquitetura Sylvia Ficher, Andrey Rosenthal Schlee e Danilo Matoso Macedo. A partir da Embaixada de Nervi, eles traçam a presença e a influência dos arquitetos e engenheiros italianos no Brasil desde o século XVI até reunir, de forma fascinante, a tradição arquitetônica italiana dos grandes palácios nobres renascentistas e barrocos com a reinterpretação das formas propostas pelo modernismo de Nervi no planalto central do Brasil.

O segundo texto é um testemunho inédito de Clara e Irene Nervi, netas de Pier Luigi e filhas de Antonio, também protagonista, com seu pai, do projeto e da construção da Embaixada. O objeto da reflexão das autoras é a relação entre a natureza – entendida como observação das leis físicas subjacentes às maravilhosas formas da criação – e os princípios estruturais incorporados por Nervi em suas construções. O olhar de Clara e Irene sobre Nervi estende-se além do edifício, levando-nos a entender seus motivos ideológicos, filosóficos e até mesmo metarquitetônicos.

A terceira contribuição inédita, “Candido Portinari e a Embaixada da Itália”, é de João Candido Portinari, filho do pintor de origem vêneta considerado o maior pintor brasileiro do século XX.  Desde 1934, a Embaixada possui quatro painéis de Candido Portinari. Pouco ou nada se sabe sobre a história dessas pinturas, verdadeiras raridades que pertencem à breve fase das naturezas mortas de Portinari. O filho do artista, em seu precioso testemunho escrito especificamente para a publicação, resgata detalhes interessantes e até hoje desconhecidos sobre as relações do pai e sua obra com a sede diplomática italiana.

Escultura e criadora

A estátua de corpo inteiro de Pier Luigi Nervi teve, desde o início do projeto, o envolvimento de Clara e Irene Nervi. As netas do engenheiro, falecido em 9 de janeiro de 1979, demonstraram toda a satisfação com o resultado final, obra da renomada escultora Christina Motta.

Nascida em São Paulo em 1944, Christina Motta passou a se dedicar inteiramente à arte da escultura depois de uma viagem a Londres em 1970, onde morou por duas décadas. Nessa cidade, ela conheceu e foi muito influenciada pela renomada escultora Karin Jonzen.

De volta ao Brasil em 1992, Christina passou a morar em Búzios (RJ). Foi então que ela criou a primeira de muitas esculturas públicas, como a da atriz francesa Brigitte Bardot.

Um ano mais tarde, ela fez a escultura dos três pescadores puxando uma rede à beira mar. Em 2015, esta obra foi escolhida por um site internacional como uma das “26 mais bonitas esculturas do mundo” na categoria de obras relacionadas com a história da cidade.

Atualmente, ela tem esculturas em espaços públicos em vários estados. Uma das mais conhecidas é a de Tom Jobim na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.

A exposição

A mostra realizada pela Fundação Maxxi oferece um itinerário multimídia, estruturado em seções temáticas contendo fotografias, documentos, correspondência e trabalhos gráficos conservados no Centro Archivi do Maxxi Architettura. O passeio do visitante é pontuado por vídeos inéditos que colocam o trabalho no contexto histórico e urbano do nascimento de Brasília, a "cidade do futuro", mas também da Itália nos anos 70.

A exposição percorre a história da Embaixada da Itália, que começou em 1969, quando o Studio Nervi foi comissionado pelo então Ministro das Relações Exteriores Pietro Nenni para projetar o edifício. A mostra também inclui uma seção dedicada aos belos jardins projetados pelo paisagista brasileiro Ney Dutra Ururahy e uma seção sobre a primeira exposição sobre Nervi realizada em 1975 na XIII Bienal de Arte de São Paulo.

A exposição digital estará acessível gratuitamente no site da embaixada de 30 de novembro de 2021 a 30 de novembro de 2022.

*Crédito da foto: Joana França 

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